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  • Dr. Jaime Lin

Casos de Epilepsia em Crianças e Adolescentes


A crise epilética é o resultado de uma descarga elétrica neuronal excessiva, súbita e geralmente autolimitada. Manifesta-se de acordo com a região do cérebro acometida, sendo muito comum na faixa etária pediátrica, o que torna o quadro ainda mais angustiante, visto que muitas vezes os pais se deparam com uma situação inédita.

Também é um desafio para o neurologista infantil contar com as informações fornecidas pelos pais, que podem ter dificuldade em descrever a crise ou que nem sempre presenciaram o fato, quando acontece na escola, durante o sono ou na casa de parentes. Dessa forma, é sempre válido que um acompanhante imite a crise ou a filme sempre que possível.

O primeiro passo é saber se o evento foi realmente uma crise epilética. O diagnóstico de epilepsia é clínico e depende de uma descrição detalhada do episódio. Durante o evento, movimentos anormais, tiques, gritos, olhos semiabertos, queda ao chão com postura enrijecida seguida de tremores, urinação ou defecação são algumas situações que sugerem fortemente epilepsia. É muito comum, também, o paciente apresentar sonolência após uma crise.

Existem muitas causas para uma convulsão, como traumatismo craniano, infecções cerebrais, meningites, tumores no cérebro, intoxicações medicamentosas, falta de oxigênio cerebral no parto, hipoglicemia, febre e a própria epilepsia, que não está relacionada a nenhuma dessas causas e pode ter origem genética.

O acontecimento de uma crise não necessariamente implica que a criança desenvolverá epilepsia. De forma prática, esta é caracterizada pela ocorrência de duas ou mais crises epilépticas com um intervalo de tempo superior a 24 horas.

Diante de uma crise, a orientação é virar a cabeça da criança pra que ela não aspire secreções, além de afastar objetos que possam machucá-la. Não se deve tentar puxar a língua, jogar água, sacudi-la ou fazer respiração boca a boca. As crises em geral duram cerca de dois minutos, mas podem se estender por até cinco. Se o tempo for superior a esse, é necessário procurar um hospital.

É de extrema importância realizar acompanhamento neuropediátrico. O médico especializado será capaz de avaliar os melhores métodos de investigação e a melhor forma de tratamento.

Dr. Jaime Lin

Médico Neurologista Pediátrico

CRM-SC 11.401 | RQE 8.287 e 8.330

jaime.lin@injq.com.br

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