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Depressão: a doença psiquiátrica que atinge mais de 350 milhões de pessoas no mundo


Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é uma doença psiquiátrica que acomete mais de 350 milhões de pessoas no mundo. Ela é a primeira causa de incapacitação entre todas as doenças médicas, gerando prejuízos no funcionamento global, elevados custos socioeconômicos, queda da qualidade de vida e maior risco de desenvolvimento de outras doenças de alta mortalidade (como diabetes, doenças cardiovasculares, câncer).

Também está associada com o aumento da utilização dos serviços de saúde. Entre os pacientes que mais utilizam serviços de saúde, a prevalência de depressão chega a 40%. Custos com consultas, exames laboratoriais e hospitalizações, por exemplo, chegam a ser de duas até quatro vezes maiores entre os portadores de depressão.

É uma doença que caracteriza-se por gerar um sentimento de tristeza profunda, sendo recorrente se não tratada. Além de sentir-se deprimidos a maior parte do tempo, os indivíduos podem apresentar alteração de peso, distúrbio de sono, problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora), fadiga ou perda de energia constante, dificuldade de concentração, alteração da libido e ideias suicidas.

Em alguns casos, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. É importante saber distinguir se e a tristeza é transitória, provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como conflitos amorosos e familiares, dificuldades financeiras ou a morte de um ente querido. Nos quadros de depressão o humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, mesmo que não haja uma causa aparente, surgindo o desinteresse pelas atividades que antes davam satisfação e prazer.

O diagnóstico da depressão é clínico e toma como base os sintomas descritos e a história de vida do paciente. A doença exige acompanhamento médico sistemático e mesmo com a existência de tratamentos eficazes, menos da metade dos afetados no mundo recebem o tratamento correto. Os obstáculos ao atendimento eficaz incluem a falta de recursos, a falta de profissionais de saúde treinados e o estigma social ligado aos transtornos mentais.

Portanto, sua identificação precoce e a instituição de um tratamento adequado, que leve à remissão dos sintomas, é fundamental para o restabelecimento social e preservação da vida dos pacientes.

Dr. Rafael Vieira de Oliveira

CRM/SC 17446

Médico Psiquiatra

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