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  • Dr.ª Ritele Hernandez da Silva

Lady Gaga e Príncipe Willian se unem no combate ao suicídio


Em tempos de aumento nos índices de suicídios e jogos com tarefas auto lesivas, uma iniciativa no sentido contrário, lança uma luz na questão: Lady Gaga e o príncipe Willian realizaram uma chamada de vídeo e conversaram sobre saúde mental. A conversa faz parte da campanha de conscientização sobre o tema, criada pela família real britânica. Mesmo sendo considerada exemplo de sucesso financeiro e profissional, a cantora falou sobre o período que apresentou o transtorno depressivo e sobre a imensa dificuldade que sentia, seus sintomas e angústias.

Pensar em depressão como uma doença, facilita a compreensão do tema. Esse questionamento não surgiria se estivéssemos falando de câncer, por exemplo, que também é uma enfermidade grave, mas que não culpamos os portadores da doença ou julgamos os motivos que os levaram a adoecer. Pelo contrário, buscamos ajudar e geralmente nos preocupamos quando alguém informa que não irá buscar tratamento ou não quer falar sobre o que esta acontecendo.

E por que os transtornos mentais não são conduzidos da mesma forma? Por que não falar sobre os sentimentos? Se existem vários tratamentos para os mais diversos transtornos psiquiátricos, e como qualquer outra doença, quanto antes iniciar o tratamento as chances de recuperação aumentam.

As pesquisas demonstram que existem alterações neurobiológicas que justificam sintomas psiquiátricos, bem como sua origem multifatorial: estresse, abandono na infância, história familiar positiva para doenças psiquiátricas, alterações hormonais, entre outros. Além disso, os transtornos psiquiátricos, como qualquer outra doença, precisam de acompanhamento especializado.

Lady Gaga e o príncipe Willian tentam mostrar que o estigma e o preconceito só atrapalham e ao compartilhar suas angústias sugerem que os transtornos psiquiátricos não escolhem gênero, cor, idade ou condição financeira. Se olharmos para essas dores e tratarmos a saúde mental como prioridade, talvez não venhamos a nos deparar tanto com notícias de jogos perversos que auxiliam no aumento das estatísticas de suicídio.

Sempre há uma possibilidade de melhora, de auxílio e de tratamento. E falar sobre como nos sentimos é o primeiro passo para enfrentarmos o problema. Então, vamos conversar?

Ritele Hernandez da Silva

Médica Psiquiatra

CRM/SC 11444 | RQE 11334

ritele.silva@injq.com.br

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