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  • Dr. José Aires Maggi Coelho

Baixa escolaridade facilita aparecimento de doenças mentais em idosos


De acordo com pesquisas recentes, aproximadamente um terço das pessoas idosas sofrem com transtornos mentais. Entre os fatores de risco importantes para o desenvolvimento dessas doenças, estão as limitações financeiras, aposentadoria, doenças clínicas e crônicas, isolamento social, gênero feminino e morte de amigos e parentes.

As doenças mentais mais comuns em idosos são as demências, como o mal de Alzheimer, que causa sintomas psicóticos e paranoides, esquizofrenia e os transtornos do humor, de ansiedade, somatoformes, dependência química por uso de álcool e depressão.

Dos transtornos que podem ocorrer em idosos, a depressão é a que requer maior atenção da família. Entre os principais sintomas estão a diminuição de energia e do interesse em atividades habituais, dificuldade de concentração, alterações do sono, dores corporais e déficit cognitivo. Além disso, a depressão está diretamente ligada à tentativas de suicídio, que vão desde a utilização de meios letais, recusa alimentar e até mesmo o abandono de tratamentos de saúde.

Para prevenir a incidência de doenças psiquiátricas nessa faixa etária, é importante que dentro dos fatores de risco relacionados, tenhamos conhecimento do contexto no qual o idoso está inserido, ou seja, sua renda, convívio social, saúde física e até mesmo a escolaridade.

Recentemente foi descoberto que o baixo índice de escolaridade entre os idosos é um fator de risco extremamente importante para o desenvolvimento de doenças mentais. A baixa escolaridade está associada a pior autoavaliação da memória, maior incidência de demências, piora dos sintomas depressivos, maior comparecimento aos serviços médicos, aumento do consumo de medicamentos e elevada prevalência de queixas inespecíficas.

Os serviços de saúde para os idosos devem atuar tanto na prevenção, quanto no acompanhamento de pessoas com histórico que favoreça o surgimento de doenças mentais, colocando novos modelos de assistência na saúde pública, assim como a promoção de serviços que atendam as características da população idosa, vinculando a demanda de saúde mental aos aspectos biopsicossociais do envelhecimento, garantindo um tratamento interdisciplinar amplo e eficiente.

Uma avaliação médica criteriosa se faz necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso, considerando que muitos transtornos mentais podem ser evitados, aliviados ou até mesmo revertidos.

Dr. José Aires Maggi Coelho

Médico Psiquiatra

CRM-SC 12.189 | RQE 17.439

jose.aires@injq.com.br

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