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Legalização da Maconha


Maconha é o nome popular de uma planta chamada Cannabis Sativa, que tem sido usada, há séculos, por diferentes culturas, e em diferentes momentos da história, com fins médicos e industriais. Desde os anos 60, a maconha ficou mais conhecida pelo seu uso recreativo, com o propósito de alterar a consciência. Do ponto de vista psiquiátrico, tanto para o indivíduo quanto no âmbito social o consumo de drogas é sempre negativo e representa um risco, podendo-se afirmar que qualquer droga pode abrir precedentes para o consumo de outras de maior risco e que não existe uma dose segura para consumo.

Cada droga tem sua particularidade e deve ser tratada adequadamente. Como consequência do uso prolongado de grandes quantidades de maconha, o quadro mais agressivo é o desenvolvimento de esquizofrenia em indivíduos mais suscetíveis. Porém, cabe ressaltar também, crises de ansiedade, de pânico, paranoias, entre outros sintomas que surgem após o uso de pequenas quantidades dessa substância.

A maconha está em quarto lugar dos usuários, perdendo apenas para o álcool, tabaco e solventes. Todavia, entre os universitários o consumo é aumentado, passando para o terceiro lugar, enfatizando que, segundo a visão médica, de cada 10 pessoas que utilizam maconha, uma é dependente. A procura de tratamento por usuários de Cannabis, que já era expressiva na década de 90, teve um acréscimo espantoso atualmente. Esse aumento ocorreu principalmente graças ao surgimento de derivados mais fortes da maconha (skunk e haxixe), a utilização de maconha em idades mais precoces e a utilização por indivíduos com algum problema prévio.

Temos o exemplo de países como Portugal, Suíça e Holanda que, por um período, experimentaram leis mais tolerantes, descriminalização ou legalização da maconha. No entanto, como a legalização aumentou consideravelmente o consumo, estes países estão recuando neste processo. Sobre o uso terapêutico, defende-se pesquisas que possam trazer benefícios no uso de compostos derivados da maconha para uso na medicina, mais especificamente o “Canabidiol”, sendo esse o único composto utilizado para fins terapêuticos em alguns poucos casos até o momento, porém esse tema deve ser tratado com muita cautela para evitar glamorização, ou seja, evitar que os benefícios sejam superestimados ou desvirtuados, causando confusão entre possíveis benefícios e os malefícios já conhecidos da Cannabis.

Levando em consideração que a maconha é uma das drogas mais consumidas no mundo e com um crescente aumento do consumo nos últimos anos (inclusive nos países em que possuem leis para liberação), seria um contrassenso pensarmos em legalização da maconha, tendo em vista a precária política de combate ao álcool e drogas no Brasil.

Dr. Fernando Vieira Da Rocha

CRM-SC 16057

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