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Sobre estar disponível


Quando se fala a palavra disponível, logo pensamos nos solteiros à espera de seus pares, mas quero me referir a outra disponibilidade, a do tempo a si mesmo, que nos permite observar e pensar sobre o que somos, fazemos e representamos. A disponibilidade que permite avaliar se estamos fazendo de fato e honestamente conosco o que nos propomos, no trabalho, na criação dos filhos, na família. Essa disponibilidade que surge do afeto que recebemos e que temos a nós mesmos.

A infância se estrutura na disponibilidade do afeto declarada pelos pais e repassada à criança aos que convive, permitindo à criança a formação de vínculos seguros e um brincar criativo, essencial para autonomia e posterior aprendizado.

Na idade escolar a disponibilidade do afeto pelos pais se mantém estruturante, mas são importantes também o apoio à socialização, seguimento de regras sociais, respeito à hierarquização (pais, professores), autoridade e apoio à competência nos aprendizados escolares, evitando o surgimento do sentimento de inferioridade.

*Artigo publicado no jornal Diário Catarinense de Florianópolis.

Dra. Roberta Rovere Parker Nicolau

CRM/SC 15145

Psiquiatria da Infância e Adolescência - RQE 14080 roberta.nicolau@injq.com.br

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