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O perturbador aumento de suicídio entre jovens


No início de agosto foi divulgado pelo CDC (Centro de Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) um relatório alarmante, o número de suicídio de mulheres jovens atingiu a maior taxa em 40 anos.

A análise se refere a estatísticas de saúde e compara as tendências recentes com dados dos últimos 40 anos. Foi observado também, um aumento das taxas de suicídio em todas as faixas etárias. No entanto, o que chama a atenção, é o aumento substancial de suicídios de adolescentes entre 15 e 19 anos no período de 2007 a 2015. Para homens entre 15 e 19 anos as taxas foram de 12% para 18% entre 1975 e 1990, seguido de uma queda entre 1990 e 2007, com posterior aumento para 14% entre 2007 e 2015. As taxas de suicídio de mulheres entre 15 e 19 anos sempre foram menores que as dos homens, seguindo um padrão similar entre 1975 a 2007. Contudo, o número de casos dobrou entre 2007 e 2015, sendo nesse último ano a maior taxa desde 1975.

No Brasil os dados não são diferentes, entre 2002 e 2012 houve um aumento de 15,3% de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos, passando de 2.515 para 2.900, ocupando o 3º lugar no ranking de mortes violentas, atrás apenas de homicídios e acidentes de trânsito.

O suicídio ocorre por uma interação de múltiplos fatores (psicológicos, genéticos, culturais, ambientais) que determinam esse comportamento. Dessa forma várias condições podem ter desencadeado o aumento de suicídios nos últimos tempos. Algumas das hipóteses levantadas são que a crise econômica e o aumento da exposição à violência desse período possam estar associados ao crescimento dos casos. Outra situação de relevância é a influência das mídias sociais sobre o público jovem, assim como pode ser útil na prevenção de suicídios, as mídias sociais podem expor crianças e adolescentes psicologicamente vulneráveis à pessoas com transtornos mentais que possuem idéias de realidade distorcidas por uma depressão ou psicose, por exemplo.

Existe uma urgência na prevenção dessas mortes prematuras. Algumas situações devem servir de alerta para comportamento suicida, falar sobre morte, mudanças de comportamento, automutilação, conversas que demonstram desesperança, isolamento da família e amigos, abandono de atividades que antes faziam parte da rotina. Quando reconhecido alguma dessas alterações, é necessário realizar uma busca por atendimento especializado imediatamente.

Dra. Morgana Sonza Abitante

CRM-SC 15677

Especialista em Psiquiatria – RQE 15000

Especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência – RQE 15066

morgana.abitante@injq.com.br

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