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Violência e sua influência na adolescência


Em outubro deste ano, houve grande comoção publica diante do incidente ocorrido na escola em Goiânia, onde um adolescente de 14 anos disferiu vários disparos contra colegas de turma. Ele afirmou que pegou a arma da mãe, uma policial militar, e atirou contra os estudantes por sofrer bullying. Disse que se inspirou nos casos da escola de Columbine (ocorrido em 1999, nos Estados Unidos), e de Realengo (em 2011, no Rio de Janeiro). No depoimento, o estudante narrou que tinha intenção de matar apenas o colega autor do bullying contra ele, mas no momento do ataque, sentiu vontade de fazer mais vítimas.

O pai de uma das vítimas, disse que os pais do adolescente poderiam ter evitado a tragédia. "Faltou pai e mãe em casa. Isso é resultado de uma família desestruturada. A presença dos pais na vida dos filhos é fundamental". Nesse ensejo, é preciso que se olhe a dinâmica dos fatos de maneira responsável, a situação grave de violência cometida por um adolescente, fato concreto, mas principalmente para os fatores ligados a violência nessa faixa etária.

Do ponto de vista neurológico, os comportamentos destrutivos nessa faixa etária estão ligados à imaturidade do cérebro do adolescente, particularmente no córtex pré-frontal, que corresponde ao “freio critico” para julgamento e controle de impulsos (Baird et al., 1999; Yurgelon-Todd, 2002).

Do ponto de vista social, a exposição à violência desde a infância, onde crianças são criadas em uma atmosfera coercitiva ou de rejeição, ou excessivamente permissiva ou caótica, tendem a se comportar agressivamente e a hostilidade que elas despertam nas outras crianças aumenta sua agressão (Staub, 1996). Dessa maneira, a violência Juvenil esta diretamente ligada à presença de gangues na escola. Para os jovens desprovidos de relações familiares positivas, uma gangue pode se tornar uma família substituta (NCES, 2003; “Youth Violence”,2001).

Tanto o bullying quanto a mídia tem papel importante na geração de violência. Os adolescentes tem maior probabilidade de cometer violência se testemunharam ou foram vitimas de violência na região onde moram ou se foram expostos á violência da mídia. (Tolan et al., 2003); Uma exposição constante á violência pela mídia pode propagar a agressão (Johnson, Cohen, Smailes, Kasen & Brook, 2002).

Por fim, o apoio dos pais tende diminuir os efeitos da exposição à violência, especialmente para os meninos. (Brookmeyer et al., 2005). A simples atitude dos pais dos adolescentes saberem onde eles estão e o que estão fazendo, diminui a probabilidade de se engajarem em atos delinquentes (Laird. Petit, Bates &Dodge, 2003) ou de se associarem a colegas com comportamentos desviantes (Lloyd & Anthony,2003).

Dr. Giovani Rizzo CRM/SC 16268 Especialista em Psiquiatria – RQE 13947 Especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência – RQE 14043

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