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Dietas para o tratamento dos Transtornos do Espectro Autista funcionam?


Percorrendo as redes sociais, é possível encontrar manchetes como: “Pesquisas relacionam a dieta sem glúten e sem caseína como uma das intervenções de maior sucesso para o tratamento de Transtornos do Espectro do Autismo (TEA)”. Alguns sites sugerem, ainda, que os pais pressionem os médicos para obterem mais informações a respeito e sustentam que é razoável colocar a dieta em prática, ainda que não exista comprovação científica sobre o tema.

A dieta sem glúten e sem caseína (SGSC) consiste na eliminação completa do glúten e da caseína da alimentação. O glúten é uma proteína encontrada no trigo, centeio, cevada e aveia e em quaisquer produtos feitos com esses grãos, como amidos alimentares, malte, molho de soja, alguns aromatizantes e corantes artificiais. Já a caseína é uma proteína encontrada no leite, manteiga, queijo, iogurte, cremes e sorvetes, podendo estar presente até em alimentos processados, como carnes enlatadas, salsichas, atum enlatado e batatas fritas.

Basicamente, existem dois motivos para o uso de uma dieta SGSC: a primeira ideia baseia-se na sensibilidade alimentar, em que pacientes com TEA teriam mais desconforto digestivo consumindo o glúten e a caseína e a retirada completa destes alimentos melhoraria, até mesmo, a comunicação e o sono. A segunda hipótese está relacionada à Teoria do Excesso de Opioides. Ela postula que crianças com TEA teriam menor capacidade de digerir o glúten e a caseína, fazendo com que o cérebro seja afetado por essas substâncias de forma semelhante ao uso de entorpecentes.

Até o momento, no entanto, todos os estudos que tentaram comprovar a eficácia da dieta SGSC falharam em demonstrar alguma melhora dos sintomas de TEA. Além disso, dietas restritivas podem levar a consequências potencialmente prejudiciais, como desnutrição e falha no desenvolvimento dos ossos.

Para aquelas famílias que viram uma real melhora nas crianças, salientamos que podem existir casos verdadeiros de intolerância ao glúten (doença celíaca) ou de alergia à caseína (alergia à proteína do leite de vaca). Assim, é de suma importância que cada caso seja avaliado individualmente por um profissional especializado.

Dr. Jaime Lin CRM/SC 11401 Especialista em Pediatria – RQE 8287 Especialista em Neurologia Pediátrica – RQE 8330

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