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  • Dr. Jaime Lin

Vício em videogame já é considerado um distúrbio mental pela Organização Mundial de Saúde.


A próxima Classificação Internacional de Doenças (CID) deverá incluir o vício em jogos de videogame como um distúrbio mental. O transtorno constará na classificação com o nome de “distúrbio de games” e deve descrever o problema como um padrão de comportamento frequente ou persistente de vício em jogos eletrônicos, tão grave que leva o jogador a “preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida”.

De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, os critérios diagnósticos para o transtorno seriam:

  • Fazer uso de jogos eletrônicos (em computadores ou videogames) de forma compulsiva, ignorando outras atividades e interesses;

  • Apresentar sintomas clinicamente significativos de comprometimento comportamental ou estresse devido ao uso excessivo de jogos eletrônicos;

  • Apresentar prejuízo significativo em atividades acadêmicas ou no trabalho devido ao tempo excessivo gasto em jogos eletrônicos;

  • Apresentar sintomas de abstinência, caso não se tenha acesso a jogos eletrônicos.

O documento irá sugerir que comportamentos típicos dos viciados em games devem ser observados por um período de mais de um ano para que o diagnóstico seja feito. Mas a nova CID reforçará que esse período pode ser encurtado se os sintomas forem muito graves.

Do ponto de vista prático, os especialistas sugerem atenção para o transtorno quando a pessoa passa a não ter controle na frequência, intensidade ou duração com que joga videogames, quando prioriza os jogos eletrônicos a outras atividades e continua a aumentar ainda mais a frequência com que joga, mesmo após ter tido consequências negativas com o hábito.

A inclusão do vício em jogos eletrônicos como um transtorno psiquiátrico reconhecido é muito importante por criar oportunidades de tratamentos especializados e acesso à ajuda.

É importante, porém, tomar cuidado para não cair na ideia de que todo jogador empolgado precisa ser tratado e medicado.

Uma boa pergunta para se ter como ponto de partida é: o jogo está afetando atividades básicas, como comer, dormir, socializar ou ir à escola? Se a resposta for sim, então, pode realmente ser um problema; se não, orienta-se a aproveitar o passatempo com responsabilidade e de forma saudável.

Dr. Jaime Lin

CRM/SC 11401

Especialista em Pediatria – RQE 8287

Especialista em Neurologia Pediátrica – RQE 8330

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