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A doença mental pode explicar os tiroteios em massa?


O tiroteio em massa que ocorreu essa semana em Parkland, nos Estados Unidos, traz novamente à tona os dados assustadores sobre a morte por armas de fogo nesse país. Segundo relatório da Gun Violence, em 2018 já foram registradas 1859 mortes por armas de fogo e 30 tiroteios em massa (incidente em que pelo menos quatro pessoas são atingidas). No Brasil, vivemos recentemente tragédias semelhantes em Goiânia, quando um atirador atingiu fatalmente dois colegas, e no Realengo quando 12 adolescentes foram mortos. A situação está gerando a discussão de várias questões pela sociedade: controle de armas, segurança social, influência das redes virtuais na violência e a existência (ou não) de doenças mentais nesses crimes.

Esses eventos envolvem uma grande complexidade de fatores e apontar um único desencadeador seria leviano. Os dados divulgados pela mídia ainda não nos permite entender bem as circunstâncias dessa violência. Os relatos apontam para situações de vida do atirador como ter sido exposto a perdas de figuras significativas, apresentar comportamento agressivo e isolamento social. No entanto, não demostram a presença de um transtorno psicótico (desconexão com a realidade) que pudesse nos remeter ao algum entendimento de insanidade mental. Cabe lembrar que apenas pequena parte dos assassinos em massa exibe características de doenças mentais graves, como as psicoses. A maioria apresenta traços de personalidade marcantes tais como importante raiva, sentem-se injustiçados, humilhados pela sociedade e excluídos do mundo, nutrindo um sentimento de vingança. Aparentemente, algumas pessoas com esses traços, mediante situações de intenso estresse, pouco suporte social e acesso a meios letais, acabam cometendo tais violências.

Muito ainda precisa ser compreendido sobre os diversos fatores envolvidos nessas situações, buscando prevenir novas tragédias e evitando a imediata associação entre crime e doença psíquica.

Dra. Morgana Sonza Abitante

CRM-SC 15677

Especialista em Psiquiatria – RQE 15000

Especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência – RQE 15066

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