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Você sabia que alguns sintomas podem mostrar que a criança terá enxaqueca no futuro?


Pouca gente sabe, mas a enxaqueca pode manifestar-se bem cedo na vida das crianças por meio de vários outros sintomas que não a dor de cabeça. Essas condições, que angustiam muitos pais e são um verdadeiro desafio aos pediatras, são recorrentes e transitórios, aparentemente sem causa e que muitas vezes evoluem para quadros de enxaqueca com o avançar da idade. Dessa forma, são considerados precursores da enxaqueca. Vamos a elas!

Cólicas infantis: Cólicas afetam quase 20% de todas as crianças de colo e são caracterizadas por episódios de choro excessivo em uma criança saudável e bem nutrida. Apesar de ser considerada uma condição de origem gastrointestinal, ainda sabe-se muito pouco a respeito dessa condição e a maioria dos tratamentos se mostra ineficaz. Estudos demonstram, no entanto, que crianças que tiveram história de cólicas na infância apresentam um risco três vezes maior de apresentar enxaqueca no futuro.

Torcicolo paroxístico benigno: Essa síndrome tipicamente se inicia entre os 4 e 6 meses de idade e desaparece entre 3 e 4 anos. Os pacientes afetados apresentam episódios recorrentes de torcicolo que melhoram espontaneamente após algumas horas ou dias e frequentemente são acompanhados de palidez, irritabilidade, náuseas e desequilíbrio.

Vertigem paroxística benigna: Essa síndrome é diagnosticada após a ocorrência de pelo menos cinco episódios de vertigem (tontura) que inicia subitamente e melhora espontaneamente após alguns minutos ou horas. Os ataques não são acompanhados por perda de consciência, mas estão associados a tremores oculares, desequilíbrio, palidez e vômitos. A idade de início se dá por volta dos 4 anos de idade e dificilmente os ataques continuam após os 9 anos. Interessante notar que mais de 70% das crianças que apresentam vertigem paroxística benigna apresentam história familiar de enxaqueca e mais de 30% delas irão apresentar migrânea com o passar do tempo.

Enxaqueca abdominal: Caracteriza-se pela ocorrência de pelo menos cinco episódios de dor abdominal. A criança se queixa de uma dor mal localizada, próxima à região do umbigo, de forte intensidade e acompanhada por náuseas, vômitos e palidez. Os episódios em geral duram 2 a 72 horas e passam muitas vezes sem nenhum tratamento.

Vômitos cíclicos: São definidos como crises recorrentes de náuseas, vômitos, palidez e letargia com duração que varia entre uma hora a cinco dias, com resolução completa dos sintomas entre as crises. A investigação dos casos não consegue encontrar nenhuma causa aparente e o exame físico não mostra sinais de doença gastrointestinal.

Dessa forma, chamamos a atenção para o fato de que muitas condições comuns e pouco compreendidas na infância podem significar um risco maior de enxaqueca no futuro. Claro que nem todas as crianças que apresentam esses sintomas irão desenvolver a doença, porém, sabendo que existe essa correlação, é possível ajudar ainda mais no diagnóstico e no tratamento da enxaqueca infantil.

Dr. Jaime Lin

CRM/SC 11401

Especialista em Pediatria – RQE 8287

Especialista em Neurologia Pediátrica – RQE 8330

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