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Carnaval e álcool


Estima-se que a bebida alcoólica teve origem, no período Neolítico, com o surgimento da agricultura e a invenção da cerâmica. A partir de um processo de fermentação natural, ocorrido há aproximadamente dez mil anos, o homem passou a consumir e atribuir diferentes significados ao uso do álcool.

O carnaval foi introduzido pelos imigrantes portugueses e por volta do século XVI tornou-se a maior festa popular brasileira e uma das maiores do mundo.

Durante a festa, há uma maior sociabilização, espaço social para o exagero, as experimentações, a violação de regras e tabus. Neste período, observa-se um aumento de consumo de bebida alcoólica e outras drogas, lícitas e ilícitas.

As alterações comportamentais decorrentes da intoxicação alcóolica incluem exposição moral, comportamento sexual de risco, agressividade, labilidade de humor, excitação, alegria, irritabilidade, diminuição do julgamento crítico, impulsividade, diminuição no desempenho motor, marcha ébria entre outros.

Assim, o uso nocivo da bebida alcóolica está relacionado a um aumento da suscetibilidade a acidentes de trânsito, violência (doméstica), violência sexual, ideação suicida e tentativa de suicídio, assaltos, homicídios e agressões físicas.

Mas como suspeitar que o seu consumo de bebida alcóolica é nocivo? O uso nocivo do álcool é capaz de interferir na vida do indivíduo provocando:

a) problemas interpessoais;

b) problemas legais;

c) problemas psicológicos;

d) problemas clínicos (doenças hepáticas, gástricas, cardíacas).

A Organização Mundial de Saúde estabelece que para evitar problemas com o álcool, o consumo aceitável é de 15 doses por semana para homens e 10 para mulheres, sendo que uma dose equivale a aproximadamente 350 ml de cerveja, 150ml de vinho ou 40 ml de um bebida destilada. Porém, é um consenso entre especialistas que não existe consumo de álcool isento de riscos.

Tratar o uso nocivo do álcool, através de intervenções várias, é necessário e evita a evolução para o quadro grave de dependência.

Portanto, vale a pena avaliar como foi o seu consumo de bebida alcóolica durante este carnaval e se, for confirmado o uso nocivo, faz-se necessária ajuda especializada.

Dra. Simone Lespinasse Araujo

CRM/SC 23292

Especialista em Psiquiatria - RQE 14086

Especialista em Clínica Médica - RQE 14087

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