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Sono em Idosos


Popularmente sabe-se que idosos necessitam de uma menor quantidade de sono noturno. De fato, a duração do tempo do sono varia conforme a idade, diminuindo progressivamente de acordo com a mesma. Enquanto um recém-nascido necessita de 19-20 horas de sono noturno, o idoso (a partir dos 60 anos) necessita em média de 6 horas.

O processo de envelhecimento ocasiona modificações na quantidade e na qualidade do sono, sendo comum o aumento do número de despertares noturnos, chegando a uma média de até oito despertares noturnos entre os 70 e 80 anos.

Nessa população, também há uma tendência de deslocamento do ciclo do sono: em geral, dormem mais cedo à noite e despertam mais precocemente pela manhã, o que, às vezes, pode acarretar problemas gerando impacto negativo na qualidade de vida, como sonolência diurna ou cansaço excessivo.

A insatisfação com o sono aumenta com a idade. Transtornos do sono são muito prevalentes na população geriátrica. Embora em torno de 40% dos idosos reclamem do sono, os transtornos do sono primários são muito menos prevalentes em idosos saudáveis e estão frequentemente associados a comorbidades psiquiátricas.

Vários fatores, associado

s, podem desencadear transtornos do sono em idosos. Várias situações clínicas ou existenciais podem favorecer ou desencadear tais perturbações, entre elas: depressão, ansiedade, apnéia do sono, síndrome das pernas inquietas, cardiopatias, diabetes melito, doença pulmonar obstrutiva crônica, artrite, dor crônica, doença de Alzheimer, uso de maior número de medicamentos, uso de substâncias estimulantes ( cafeína, nicotina), aposentadoria, morte do cônjuge e mudanças no padrão social.

Alguns dos prejuízos associados com a insônia são: prejuízo cognitivo (p.e., memória, atenção), prejuízo na qualidade de vida, incidência aumentada de dores pelo corpo, saúde geral ruim, aumento do risco de transtornos psiquiátricos, prejuízo no desempenho profissional, aumento do absenteísmo, aumento no risco de acidentes e aumento nos custos com saúde. Devido a estes e outros possíveis prejuízos diretos e indiretos da insônia no idoso, a mesma deve ser prontamente investigada e tratada.

Dra. Gabriela Danielski Niehues

CRM/SC 18.897

Especialista em Psiquiatria – RQE 14359

Especialiasta em Psicogeriatria - RQE 14877

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