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  • Dr.ª Ritele Hernandez da Silva

Desafios do Transtorno Depressivo Resistente


O TDM (Transtorno Depressivo Maior) é uma doença frequente, crônica e que representa um grande impacto econômico para sociedade. Um número importante de pacientes que iniciam tratamento não respondem a medicação proposta. O que também pode ocorrer quando esses esquemas de tratamentos são modificados. E não responder a dois esquemas terapêuticos, em tempo e dose adequados configura o que a literatura tem chamado de Transtorno Depressivo Resistente ao Tratamento (TDR). Mesmo que com certa controvérsia na definição exata, o fato é que essa condição tem representado um desafio aos profissionais que atuam em saúde mental.

E essa situação tem motivado o questionamento sobre a fisiopatologia do TDM. Vários estudos vêm sendo propostos no sentido de ampliar o entendimento do transtorno, bem como a busca de novas linhas de tratamento. Atualmente acredita-se que o TDM represente muito além de uma falta de neurotransmissores, e o fato de vários pacientes não responderem aos tratamentos disponíveis reforça essa afirmação.

Cabe ressaltar que a falha terapêutica necessita preencher critérios bem claros para ser definida. Aguardar algumas semanas de uso contínuo da medicação e o uso de doses que realmente apresentam ações antidepressivas são necessários para observar os efeitos positivos ou negativos da medicação. Além disso, outras estratégias de potencialização podem ser utilizadas e não representam falha no tratamento.

Outra questão que vem chamando a atenção dos pesquisadores é o fato da diferença na apresentação do TDM, alguns pacientes podem descrever, por exemplo, um desânimo e apatia intensos, enquanto outros relatam humor depressivo e insônia. Isso tem gerado questionamentos em relação a possíveis diferenças a nível neurobiológico, o que poderia justificar respostas distintas às medicações disponíveis.

Porém a adesão do paciente ao tratamento proposto é uma das principais formas de combate ao TDM. E algumas questões precisam ser avaliadas:

[if !supportLists]· [endif]Como a tolerabilidade aos efeitos colaterais da medicação, que muitas vezes acabam sendo descontinuadas em função dos efeitos colaterais, mesmo apresentando resposta antidepressiva.

[if !supportLists]· [endif]Uso de outras medicações, que possam de alguma forma interagir na absorção e ação dos antidepressivos.

[if !supportLists]· [endif]O uso adequado da medicação, pelo tempo e nas doses orientadas. Algumas recaídas são atribuídas à descontinuação da medicação sem orientação médica.

Essas e outras situações precisam ser observadas para uma avaliação individual e melhor condução do tratamento.

Ritele Hernandez da Silva

Psiquiatra

CRM: 11444 RQE: 11334

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