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Perspectivas da Farmacogenômica para o Tratamento da Depressão Resistente


Foram apresentados recentemente na Reunião Anual da Associação Americana de Psiquiatria os resultados de um grande estudo que utilizou um teste farmacogenômico em pacientes diagnosticados com depressão resistente ao tratamento.

Foi um estudo duplo-cego randomizado com controle, realizado nos Estados Unidos, durante vinte e quatro semanas, com 1.167 indivíduos em 60 locais diferentes. Entre os critérios de inclusão, era exigido a falha terapêutica em pelo menos um tratamento medicamentoso antidepressivo prévio, entretanto, em média, os paciente não tiveram resposta à mais de 3 medicações antidepressiva prévia, o que garante a chamada Depressão Resistente ao Tratamento. No estudo, os médicos eram livres para prescrever medicamentos e dosagem como desejassem, com apenas a disponibilidade dos resultados do teste farmacogenômico como a diferença testada.

Como resultado, observou-se que o uso do teste farmacogenômico como guia do tratamento aumentou as taxas de remissão em 50% versus o “tratamento usual” após oito semanas mostrando que os pacientes se saíram significativamente melhor com a abordagem farmacogenômica do que com os cuidados habituais, mesmo se tratando de uma população de pacientes difícil de tratar.

Traduzido e adaptado de: “News From the American Psychiatry Association Annual Meeting”, autor: Michael Jablonski, PhD.

Kelen Cancellier Cechinel Recco

CRM/SC 13394 RQE 10277

Médica Psiquiatra

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