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Andropausa - Mito ou realidade?


O Distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM), também chamado de hipogonadismo masculino tardio, é definido como níveis repetidamente baixos de testosterona somados a quadro clínico compatível a esta alteração laboratorial, associados ao envelhecimento.

O termo andropausa também é utilizado quando nos referimos a esta patologia, porém difere da menopausa, sua “equivalente” feminina, pois não acontece em todos os homens e evolui de forma gradual, não abrupta como a última menstruação ocorre.

A principal pesquisa sobre este tema, o Estudo Baltimore, mostrou uma prevalência que variou entre 12% (entre aqueles com quarenta a sessenta anos) a 49% (naqueles homens maiores de oitenta anos).

Observa-se, portanto, que com o envelhecimento da população, esta doença torna-se cada vez mais comum, já que a partir dos trinta anos a testosterona total diminui 1% ao ano e a testosterona livre 2%, no mesmo período. Mas, é importante lembrar que o diagnóstico só é realizado caso existam sintomas somados a baixa dosagem de testosterona! A presença da diminuição do hormônio sem sintomas associados não indica necessariamente tratamento.

Diminuição de desejo sexual, disfunção erétil, incapacidade de concentração, anedonia (quando ocorre diminuição do interesse em atividades cotidianas), distúrbios do sono, irritabilidade, depressão, diminuição da pilificação ou distribuição feminina de pêlos, letargia e osteoporose são manifestações desta doença e norteiam o diagnóstico.

Antes de iniciar o tratamento, deve-se descartar outras patologias que cursem com quadro semelhante, mas reversível, como a obesidade e o diabetes mellitus. Por isso, procure auxílio médico antes de se auto-diagnosticar!

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