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Síndrome de Guillain-Barré


A Síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculoneuropatia aguda ou subaguda, o que significa que a doença afeta múltiplas raízes e nervos periféricos do corpo que começam a não funcionar normalmente, gerando os sintomas da doença. A sua incidência é de 0,5-2 casos por 100.000 pessoas e afeta os homens um pouco mais do que as mulheres.

Geralmente ocorre após um episódio de infecção respiratória alta (gripe) ou gastroenterite, há 10-14 dias antes. É causada por uma alteração nos anticorpos do sangue que foram produzidos para atacar agentes infecciosos, mas acabam atacando os nervos, em um processo auto-imune.

Os sintomas iniciais são dormência e fraqueza nos membros inferiores, que geralmente começam nos pés e vão subindo para as pernas e coxas e posteriormente atinge os membros superiores – a chamada fraqueza ascendente e simétrica, atingindo os dois lados do corpo igualmente. Ocorre piora da fraqueza nos próximos dias, sendo que 50% dos pacientes apresenta fraqueza máxima em duas semanas. Dor tipo choque nas pernas também pode ocorrer.

Os reflexos nervosos estão ausentes ou reduzidos e seu médico irá determinar isso através do exame neurológico. Cerca de 30% dos pacientes com a Síndrome de Guillain-Barré desenvolve fraqueza nos músculos responsáveis pela respiração, necessitando de aparelhos ventiladores para respirar. Outros sintomas podem ainda ocorrer, como alterações nos batimentos do coração, alteração na pressão arterial, estômago com esvaziamento lento e retenção urinária, quando o paciente não consegue mais urinar sozinho.

Como podemos observar, é uma doença grave, que inicia com sintomas de fraqueza leve nos membros inferiores e vai evoluindo com piora dessa fraqueza em dias a semanas, por isso as pessoas devem estar atentas e procurar atendimento para o correto diagnóstico e, consequente tratamento.

O diagnóstico é realizado pela história clínica e exame neurológico associados à exames do líquido da espinha (líquor) e eletroneuromiografia alterados. Também pode ser realizada ressonância magnética que mostra alteração nas raízes nervosas.

O tratamento é realizado com administração de imunoglobulina intravenosa ou plasmaferese (filtração do sangue para retirar os auto-anticorpos) realizadas o quanto antes. Também é importante monitorar os sinais vitais e a função respiratória, realizar prevenção de trombose venosa, fisioterapia e terapia ocupacional.

O prognóstico é bom na maioria dos pacientes, com cerca de 87% dos casos apresentando recuperação completa ou déficits menores. A maior parte da melhora ocorre no primeiro ano.

Dra Amanda Bittencourt

CRM SC 19987

Médica neurologista - RQE 14929

amanda.bittencourt@injq.com.br

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