Blog do InJQ

Buscar
  • Dr.ª Amanda Bittencourt

Miastenia Gravis


A miastenia gravis (MG) é uma doença auto-imune, relativamente rara, acometendo cerca de 20 em 100.000 pessoas. A transmissão neuromuscular é afetada, ocasionando fraqueza muscular. Na maioria dos casos, o sistema imune acaba produzindo anticorpos contra o receptor de acetilcolina localizado na junção neuromuscular, entre os nervos e os músculos esqueléticos, fazendo com que os músculos não consigam desempenhar toda a sua função e acabem ficando fracos quando seria necessário que fizessem força.

A fraqueza muscular característica da doença é flutuante, o que significa que a fraqueza oscila, aumenta e diminui conforme é realizado esforço muscular e repouso. Pode ocorrer na musculatura dos olhos (ocasionando visão dupla), da faringe (podendo ficar difícil para engolir ou falar), nos músculos do tronco e dos membros.

Como auxílio no diagnóstico, é solicitado a dosagem de auto-anticorpos contra o receptor da acetilcolina, que é positiva em cerca de 80-85% dos casos. Quando negativo, podemos solicitar outros auto-anticorpos. Estudos eletrofisiológicos, obtidos através da eletroneuromiografia, são realizados para confirmar um defeito na transmissão neuromuscular e também para excluir outras doenças da unidade motora. Além desses exames, a tomografia computadorizada de tórax deve ser solicitada para excluir a presença de timoma, um tipo de tumor que pode ocorrer em paciente portadores de MG.

Realizado o diagnóstico, as decisões de tratamento são individualizadas com base na gravidade da MG e em outras doenças coexistentes. É também importante orientar o paciente a evitar medicamentos que podem exacerbar os sintomas em quem possui a MG.

O objetivo principal do tratamento da MG é induzir e manter a doença estabilizada, sem sintomas ou com o mínimo possível, além de minimizar os efeitos adversos da terapia.

O tratamento medicamentoso, geralmente inicia-se com medicações chamadas inibidores da colinesterase, que é a enzima que degrada a acetilcolina, desta forma, ao inibirem essa enzima, fazem sobrar mais neurotransmissor acetilcolina na junção neuromuscular,

melhorando os sintomas. A maioria dos pacientes necessitará de terapia imune-dirigida, realizada com medicamentos chamados corticosteroides e com outras medicações poupadores de corticoides. Alem de tais tratamentos, quando ocorrem piora dos sintomas, quando os mesmos se agravam, podem ser realizados outros tratamentos como a plasmaférese, que filtra o sangue retirando os auto-anticorpos, e a imunoglobulina intravenosa, que bloqueia os mesmos.

Dra Amanda Bittencourt

CRM SC 19987

Médica neurologista - RQE 14929

amanda.bittencourt@injq.com.br

Destaques
Mais Recentes
Biblioteca

INSTITUTO DE NEUROCIÊNCIAS DR. JOÃO QUEVEDO

NEUROCIÊNCIA, PSIQUIATRIA E ENSINO PARA VIVER MELHOR

Ligue  0800-006-2307 | contato@injq.com.br

 

PSIQUIATRIA | NEUROLOGIA | DEPENDÊNCIA QUÍMICA  

CONSULTAS | ATENDIMENTO DOMICILIAR | INTERNAÇÃO

CRIANÇAS E ADOLESCENTES | ADULTOS | IDOSOS

  • Instagram Instituto João Quevedo
  • Facebook Instituto João Quevedo

Acompanhe as novidades

nas mídias sociais.

Diretora Técnica Médica (Criciúma):

Drª. Kelen Cancellier Cechinel Recco

CRM-SC 13.394 | RQE 10.277

Diretora Técnica Médica (Araranguá):

Drª. Ritele Hernandez da Silva

CRM-SC 11.444 | RQE 11.334

Diretor Técnico Médico (Turvo):

Dr. Rafael Arceno

CRM-SC 18.994 | RQE 14.708