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  • Dr.ª Morgana Sonza Abitante

Vamos falar sobre suicídio em jovens?


O crescimento dos números de suicídio em todo mundo tornou a prevenção dessas mortes uma prioridade em saúde pública. Aproximadamente 800.00 pessoas morrem por essa causa todos os anos, e é estimado que esse número seja 20 vezes maior quando são consideradas as tentativas de suicídio em adultos. Quando olhamos apenas para esses dados na população jovem observamos um assustador aumento do número de casos nas últimas décadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos ao redor do mundo, perdendo apenas para acidentes de trânsito. No Brasil ocupa o 3º lugar no ranking de mortes violentas, atrás apenas de homicídios e acidentes de trânsito.

Apesar de nem todos indivíduos que comentem suicídio terem alguma doença mental, existe uma clara relação entre eles: 90% das pessoas que tiram a própria vida tinham algum transtornos mental, sendo os mais comuns a depressão e o uso de substâncias. A presença desses distúrbios em jovens em conjunto com os eventos estressores e as dificuldades emocionais típicas dessa fase podem tornar essa população especialmente vulnerável a atos autolesivos e ao suicídio.

Alguns sinais podem nos alertar para a existência de um sofrimento nesses jovens e devem ser abordados e compreendidos. Entre eles: mudanças de comportamento (estar mais triste, irritado, ansioso, agitado ou agressivo que o seu normal), queda no rendimento escolar ou faltas repetidas e não explicadas, começar a falar em morte ou suicídio ( que também pode se manifestar por postagens nas redes sociais de cenas de mortes, cortes ou referências a suicídio), conteúdos postados nas redes sociais, sites de acesso ou pesquisa sobre métodos de suicídio, mudança no padrão dos cuidados pessoais e higiene, isolamento social, abandono de atividades que costumava fazer, auto mutilação, conversas que demostram desesperança e falta de perspectiva para o futuro.

Apesar da gravidade desse cenário, existe um importante aspecto que deve ser reforçado junto a comunidade: podemos prevenir suicídios. Para tal, a sensibilização e a informação da população é fundamental. O desconhecimento sobre os sinais de alerta e as formas de abordar e auxiliar os indivíduos que se encontram em risco dificultam a procura de ajuda. Para prevenção dessas mortes prematuras a procura por profissionais da saúde mental para orientação mediante situações de sofrimento emocional pode modificar essa triste realidade.

Dra. Morgana Sonza Abitante CRM/SC 15677

Especialista em Psiquiatria – RQE 15000

Especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência – RQE 15066

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