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  • Dr. José Aires Maggi Coelho

Suicídio em idosos


Os idosos representam a faixa etária com o maior risco de morte por suicídio. A forma de suicídio na população idosa se dá por enforcamento, estrangulamento, sufocação, armas de fogo, salto de altura e outras. A presença de doenças físicas contribui para uma maior letalidade de suicídio nessa faixa etária.

Pessoas que obtiveram êxito no suicídio geralmente evitaram intervenções e esconderam a intenção de cometer o ato. Estudos apontaram que mais de 70% das vítimas idosas por suicídio visitaram seu médico no mês em que o cometeram.

Como o comportamento suicida em idosos é mais planejado e os métodos são mais letais, deve haver grande esforço na identificação e tratamento das condições predisponentes. É importante questionar e reconhecer os pacientes com maior risco, avaliar os aspectos psicossociais e médicos associados.

Há algumas evidências de que pacientes idosos suicidas não expressam seus pensamentos ou sentimentos espontaneamente, mas tendem a admitir suas ideações suicidas quando questionados por um médico. Um exame cuidadoso das condições médicas em geral, questionar sobre tentativas anteriores, episódios passados de depressão, transtorno bipolar, psicoses, abuso de substâncias ou eventos estressores recentes é muito importante. Os pacientes idosos devem ser questionados também sobre alterações de humor, perda do prazer, angústia, alterações de sono e apetite, falta de interesse, sentimentos de desesperança, desejo de morte, pensamentos de suicídio, intenção de se machucar e o acesso aos meios.

Estratégias devem ser mais efetivas na prevenção do ato do que intervenções que somente identificam indivíduos com comportamento ou ideação suicida. O fato de que a maioria dos idosos que se suicida passa por consulta médica no mês anterior a sua morte e ao achado de que a maioria das vítimas de suicídio em idade avançada teve episódios depressivos, sugere que a detecção e o tratamento adequado da depressão podem constituir um modo de prevenção.

Entre as condutas de alerta estão o cuidado com a própria medicação e objetos pessoais, o desinteresse pelas coisas da vida, busca súbita de alguma religião ou igreja, falta de higiene pessoal e compra recente de arma de fogo.

A avaliação médica tem um papel fundamental na prevenção, no sentido de ajudar a diminuir os sofrimentos, as dores, as dependências funcionais, tratando os transtornos mentais associados e se necessário, internação hospitalar.

Jose Aires Maggi Coelho

CRMSC 12189

jose.aires@injq.com.br

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