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  • Dr.ª Ritele Hernandez da Silva

Tratamento da Depressão Resistente na adolescência


Dados recentes têm demonstrado o impacto do Transtorno Depressivo na Adolescência como o comprometimento do rendimento escolar, afastamento de amigos e familiares. E em alguns casos culminando em automutilação e até mesmo tentativa de suicídio. O tratamento nesses casos é necessário, tanto psicoterápico como medicamentoso. Bem como apoio e acompanhamento do paciente pela família e do ambiente escolar como todo.

Recentes estudos têm demonstrado envolvimento de outros neurotransmissores na fisiopatologia da depressão, além dos conhecidos serotonina, noradrenalina e dopamina. O glutamato, o principal neurotransmissor excitatório do sistema nervoso central, vem demonstrando seu papel na depressão. Os estudos nesse sentido se justificam pelo crescente numero de indivíduos que não apresentam resposta aos tratamentos clássicos. E o mesmo tem sido identificado em adolescentes.

O termo Depressão Resistente pode ser utilizado quando dois cursos de antidepressivos em tempo e dose adequados foram utilizados e não apresentaram resposta. Indicando que nesses indivíduos possivelmente exista o envolvimento de outros neurotransmissores e sistemas. E um dos fármacos que apresenta esse mecanismo de ação é a cetamina.

Um pequeno estudo, publicada no Journal of Child and Adolescent Psychopharmacology, sobre tratamento com cetamina intravenosa para adolescentes com depressão resistente indica que a medicação pode ser um tratamento eficaz para pelo menos alguns adolescentes.

A cetamina tem sido estudada como uma medicação antidepressiva de ação rápida em adultos com depressão resistente ao tratamento e comportamentos suicidas, mas há pouca informação sobre sua ação em adolescentes. Buscando maior entendimento, uma equipe de pesquisa liderada por Kathryn R. Cullen, na Universidade de Minnesota, estudou tratamentos com cetamina por via intravenosa em 13 adolescentes com depressão que não haviam respondido a dois tratamentos antidepressivos anteriores.

Cinco dos pacientes tiveram seus sintomas de depressão diminuindo para um nível que indica uma resposta clínica à droga, e três desses pacientes foram considerados em remissão após o tratamento. Os resultados foram promissores e podem indicar um novo caminho para o tratamento da depressão numa faixa etária tão delicada, como a adolescência.

Fonte: www.bbrfoundation.org/content/test-ketamine-adolescents-resistant-depression

Ritele Hernandez da Silva

Psiquiatra

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