Blog do InJQ

Buscar
  • Dr. José Aires Maggi Coelho

Teste farmacogenético em idosos


O diagnóstico e o tratamento dos transtornos mentais em idosos é um grande desafio. Entre eles, destacamos a depressão, que afeta de forma diferente os idosos em relação às outras idades. Cada medicamento é metabolizado por enzimas diferentes, podendo ter, dessa forma, interferência de outros fármacos, além de serem metabolizados de forma diferente em cada organismo.

Ao utilizar um medicamento para depressão no paciente idoso, devemos avaliar cuidadosamente todos os medicamentos que já esteja fazendo uso, seja ele de forma contínua ou não, se tem doenças crônicas como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, etc. Em função das razões apresentadas acima, torna-se importante o teste farmacogenético, que é realizado coletando-se material da saliva do paciente, muito simples e não invasivo. O exame significa um grande avanço no sentido de utilizar o tratamento medicamentoso de forma adequada, tanto em relação à sua eficácia, quanto à ocorrência de efeitos colaterais e interações medicamentosas. Tendo em vista que as respostas aos efeitos dos medicamentos dependem do metabolismo de cada organismo, pois existem os metabolizadores rápidos e metabolizadores lentos, o teste farmacogenômico se torna muito importante para ajudar o médico a escolher o fármaco mais adequado, com melhor resposta terapêutica para cada caso, ou seja, com menos efeitos colaterais, menores interações com outras substancias principalmente nos indivíduos idosos com depressão portadores de doenças crônicas (comorbidades) em que há uso concomitante de vários medicamentos (polifarmácia). A mistura de inúmeros medicamentos pode causar conseqüências imprevisíveis. Os resultados dos testes farmacogenéticos tornam-se importantes para evitar uso de medicamentos que possam ter interação, perder ou aumentar seu efeito em função do uso de outros, usando doses abaixo do ideal ou incorretas. Ferramentas como o exame de farmacogenética (teste farmacogênomico) usam o DNA do paciente para indicar qual o medicamento deve ser utilizado para otimizar o seu tratamento, procurando atingir o efeito terapêutico adequado. O jornal americano de psiquiatria geriátrica da associação americana de psiquiatria geriátrica apóia o uso do teste no tratamento da depressão em idosos, principalmente nos quadros que não responderam a tratamentos anteriores realizados com antidepressivos.

Dr. José Aires Maggi Coelho

Médico - CRMSC 12189

jose.aires@injq.com.br

Destaques
Mais Recentes
Biblioteca

INSTITUTO DE NEUROCIÊNCIAS DR. JOÃO QUEVEDO

NEUROCIÊNCIA, PSIQUIATRIA E ENSINO PARA VIVER MELHOR

Ligue  0800-006-2307 | contato@injq.com.br

 

PSIQUIATRIA | NEUROLOGIA | DEPENDÊNCIA QUÍMICA  

CONSULTAS | ATENDIMENTO DOMICILIAR | INTERNAÇÃO

CRIANÇAS E ADOLESCENTES | ADULTOS | IDOSOS

  • Instagram Instituto João Quevedo
  • Facebook Instituto João Quevedo

Acompanhe as novidades

nas mídias sociais.

Diretora Técnica Médica (Criciúma):

Drª. Kelen Cancellier Cechinel Recco

CRM-SC 13.394 | RQE 10.277

Diretora Técnica Médica (Araranguá):

Drª. Ritele Hernandez da Silva

CRM-SC 11.444 | RQE 11.334

Diretor Técnico Médico (Turvo):

Dr. Rafael Arceno

CRM-SC 18.994 | RQE 14.708