Meningites bacterianas agudas

 

   A meningite bacteriana aguda é uma inflamação grave das meninges, que são as membranas que revestem o nosso cérebro e medula espinhal, e do líquido cérebro-espinhal (líquor), causada por bactérias. Essa condição requer atenção médica e tratamento imediatos devido ao risco de vida que ocasiona se não for prontamente diagnosticada e tratada.

 

   A meningite bacteriana ocorre em todo o mundo e se desenvolve em indivíduos de todas as idades. Felizmente, a sua incidência está diminuindo, principalmente nos países desenvolvidos, em resposta à administração mais ampla das vacinas contra as bactérias Haemophilus influenzae, Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae.

 

   Os sintomas clássicos da meningite bacteriana aguda em adultos são dor de cabeça, rigidez de nuca, febre e estado mental alterado. Pacientes com idade acima de 65 anos podem apresentar um quadro clínico mais atípico. Ocasionalmente, os pacientes podem apresentar ainda déficits neurológicos focais, e alguns podem ter lesões de pele.  

 

   Como fatores de risco para meningite em adultos e idosos podemos citar: doença pulmonar, tabagismo, neoplasias, diabetes, doenças autoimunes, doença crônica do ouvido médio ou sinusopatia, deficiência imunológica, anemia grave, alcoolismo, doença renal, doença no fígado, entre outros.

 

   Quando se suspeita de meningite com base nas características clínicas, a chave para o diagnóstico e estabelecimento da sua causa é o exame do líquor, através de sua coleta realizada pela técnica de punção na coluna lombar.

 

   A tomografia computadorizada de crânio deve ser realizada antes da punção lombar em alguns casos, conforme a avaliação médica, afim de avaliar o aumento do risco de hérnia cerebral que pode ocorrer em algumas condições.

 

   Seu tratamento deve ser feito imediatamente com uso de antibióticos contra as principais bactérias causadoras dessa infecção, que após pode ser substituído pelo antibiótico específico contra a bactéria encontrada no exame do líquor. O paciente necessita ser assistido geralmente em uma unidade de terapia intensiva hospitalar, devido a gravidade dessa infecção, monitorização de todos os seus sinais vitais e necessidade de controle neurológico rigoroso para a detecção precoce de complicações que podem ocorrer como trombose de artérias e veias cerebrais, convulsões, hidrocefalia e abscesso cerebral.

 

   A incidência de sequelas neurológicas de meningite bacteriana aguda é substancial. Embora muitos pacientes tenham um bom resultado, alguns pacientes, dependendo da bactéria agressora, podem falecer e outros podem apresentar sequelas neurológicas. O tipo e a prevalência dessas sequelas variam de acordo com a idade e a bactéria responsável pela infecção. Perda auditiva, comprometimento cognitivo e epilepsia são as sequelas neurológicas mais comumente relatadas.

 

 

Dra. Amanda Bittencourt

 

CRM SC 19987  

Médica neurologista - RQE 14929

 

amanda.bittencourt@injq.com.br

 

 

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