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  • Dr. Jaime Lin

Risco de déficit de atenção e de autismo é maior quando irmãos mais velhos já têm o diagnóstico


Frequentemente, tem-se a impressão de que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e o transtorno do espectro autista (TEA) acontecem mais de uma vez em uma mesma família. No final de 2018, em estudo publicado pela revista Pediatrics, esta hipótese parece estar sendo confirmada pela ciência.

Utilizando bancos de dados de dois grandes sistemas de saúde dos Estados Unidos, a pesquisadora Meghan Miller, da Universidade da Califórnia, conseguiu avaliar o risco de recorrência e a agregação familiar entre irmãos mais novos de crianças com TEA ou TDAH, comparando-os com irmãos de crianças sem nenhum diagnóstico.

Descobriu-se, com esse estudo, que as chances de ser feito um diagnóstico de TEA foram aproximadamente 30 vezes maiores entre irmãos de crianças com TEA em comparação com crianças cujos irmãos não tinham diagnóstico conhecido. Além disso, outro dado interessante indicou que o risco de diagnóstico de autismo foi quase 7 vezes maior entre irmãos de crianças com déficit de atenção em comparação com irmãos sem o diagnóstico.

Os pesquisadores também descobriram que o risco de um diagnóstico de TDAH foi 13 vezes maior entre crianças com um irmão com TDAH do que naquelas sem diagnóstico. Interessante, ainda, foi verificar que o risco de um diagnóstico de déficit de atenção foi 3 vezes maior entre as crianças que possuem um irmão com autismo.

Segundo os pesquisadores, era esperado que se encontrasse um maior número de crianças diagnosticadas com os transtornos, em famílias com casos conhecidos, devido ao maior conhecimento e atenção por parte dos pais, familiares e médicos assistentes. Mais interessante, no entanto, foi o fato de ter sido encontrada uma relação positiva entre as duas condições: autismo e TDAH, indicando que ambas possam ter alguma correlação causal.

Dessa forma, alerta-se para o fato de que em famílias com casos de TDAH deve ser dada atenção à possibilidade de se encontrar outras crianças com autismo, e vice-versa. No caso de dúvidas a respeito do tema, as famílias devem ser encorajadas a procurar auxílio do neuropediatra.

Dr. Jaime Lin

CRM/SC 11401 Especialista em Pediatria – RQE 8287 Especialista em Neurologia Pediátrica – RQE 8330

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