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  • Dr.ª Eula Carla Sousa

Um pouco mais sobre o famoso AVC


Olá, meu nome é Eula Carla Sousa, sou médica Neurologista no Instituto de Neurociências Dr Joao Quevedo. Hoje vamos falar sobre um assunto conhecido, mas mesmo sendo conhecido, o grau de desinformação ainda é grande: AVC isquêmico.

O AVC, também conhecido como derrame é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no mundo todo. As manifestações clínicas iniciais são frequentemente seguidas por eventos recorrentes. Para reduzir essa tendência de recorrência, cabe ao paciente saber identificar os sinais e sintomas dessa alteração neurológica aguda e procurar um hospital de referência para manejo e seguir o acompanhamento neurológico após a alta hospitalar.

Os principais sinais e sintomas que todos devem ter em mente são:

  • Alteração da força muscular ou formigamento, principalmente dos braços, pernas ou de um lado do corpo

  • Assimetria facial

  • Dificuldade na fala ou da movimentação da língua

  • Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente

  • Perda da visão de um olho ou dos dois

  • Vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos também podem indicar a presença de um derrame.

Devemos lembrar que o AVC tem uma janela curta para tratamento; apenas 4,5h para tentar reverter o quadro.

Muitos pacientes ultrapassam esse tempo pois acreditam que o “mal estar” que está sentindo irá passar, que o formigamento no braço é porque “dormiu de mal jeito”, ou que a vertigem é “só mais uma tontura”.

Fator de risco é o que pode facilitar a ocorrência de AVC (derrame). O manejo adequado dos fatores de risco diminui a probabilidade de uma pessoa ter um AVC.

Os principais fatores de risco para AVC são:

  • Idade e sexo: o AVC pode surgir em qualquer idade, inclusive entre crianças e recém-nascidos, a chance de ocorrer cresce à medida que avança a idade. Quanto mais velha uma pessoa, maior a chance de ela ter um AVC

  • Quem já teve um AVC, ou uma “ameaça de derrame”, ou outra doença vascular como o infarto (no coração) e a doença vascular obstrutiva periférica (estreitamento das artérias que alimentam as pernas diminuindo o fluxo de sangue), tem maior probabilidade de ter um AVC.

  • Doenças do coração: especialmente as arritmias (batimentos cardíacos desregulados), aumentam o risco de AVC.

Enfim, o AVC tem tratamento e o INQJ conta com equipe especializada no manejo. Agende sua consulta.

Dra. Eula Carla Sousa

Médica - CRM-RS 40.518

Especialista em Neurologia

eula.sousa@injq.com.br

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