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  • Dr.ª Amanda Bittencourt

O que fazer quando presenciar uma crise convulsiva


Epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por uma predisposição para gerar crises epilépticas, ou seja, a pessoa acometida tem aumento do risco de ter crises convulsivas freqüentes, como resultado de uma descarga elétrica anormal no cérebro.

Existem vários tipos de crise convulsiva. Nas crises focais, apenas uma parte do cérebro sofre descargas elétricas anormais e os sintomas variam conforme o local acometido. Podem ser associadas ou não à alteração do nível de consciência. Nas crises focais sem alteração de consciência, o paciente pode sentir mal-estar na região do estômago, sensações não usuais de medo, formigamento ou alterações motoras em algum membro; naquelas com alteração do nível de consciência, podem ter os mesmos sintomas citados anteriormente e parecer confusos, apresentar olhar fixo, fala desconexa e também movimentos automáticos, sem algum propósito, como movimentos de mastigação ou movimentos com as mãos, pegando objetos ou remexendo na blusa. A duração destas crises costuma ser breve, variando de alguns segundos a poucos minutos.

A melhor maneira de ajudar é afastar delicadamente o paciente de qualquer condição que possa ser perigosa, como por exemplo, caminhar em direção à rua, sempre conversando em tom calmo, sem tentar contê-lo ativamente. Lembre-se de que a pessoa pode estar confusa e interpretar suas ações de modo errado e ficar agressiva. Cansaço e sono podem vir após a crise, relembre que você está por perto para o que precisar.

Algumas crises podem iniciar de maneira focal e depois se espalhar por todo o cérebro, são as chamadas crises generalizadas. Nelas os pacientes podem ter alterações do tônus muscular, queda ao solo e movimentos involuntários em seus membros. Ao presenciar esse tipo de crise, tente manter a calma. Acomode e afrouxe as roupas do paciente como gravatas e botões apertados, afaste objetos próximos que possam machucar como cadeiras e mesas, não tente segurar os membros do paciente e nem coloque nada dentro de sua boca ou tente puxar sua língua (o paciente não vai engolir a língua e colocar objetos pode aumentar o grau de lesões na região), posicione-se próximo a cabeça do paciente e coloque um travesseiro embaixo de sua cabeça ou algo macio como uma roupa ou mesmo suas mãos, a fim de evitar que o paciente fique batendo sua cabeça diretamente no chão. Marque em um relógio o tempo de duração da crise até os movimentos cessarem. Quando os abalos terminarem, deite o paciente de lado, deixando secreções escorrerem por sua boca. É comum a pessoa sentir muito sono e ficar confusa após a crise, pode deixá-la descansar e ficar por perto até ela se recuperar totalmente. Não de nada para a pessoa tomar ou comer até que esteja bem acordada. A maioria das crises dura em torno de 2 minutos. Caso a crise persista por mais de 5 minutos, seja seguida de nova crise sem completa recuperação ou a respiração pareça dificultosa, faz-se necessário atendimento médico de urgência, pois podemos estar diante de alguma situação grave.

Dra. Amanda Bittencourt CRM SC 19987 Médica neurologista - RQE 14929 amanda.bittencourt@injq.com.br

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