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  • Dr.ª Kelen Cancellier Cechinel Recco

Depressão Resistente: estratégias de tratamento

A Cetamina e a Escetamina são as mais recentes novidades no tratamento alternativo para a Depressão Resistente, um transtorno que aflige aproximadamente 40% dos brasileiros com depressão e que traz vários outros riscos agregados à qualidade de vida.


O que é a Depressão Resistente?


Assim como várias outras doenças, a depressão pode tornar-se crônica e muitas vezes não melhorar com os tratamentos inicialmente propostos.


Para esses casos, costuma-se chamar Depressão Resistente ao Tratamento, ou seja, uma depressão que não melhora com no mínimo dois tratamentos com antidepressivos conhecidos, em dose e tempo adequados.



Quantas pessoas sofrem de Depressão Resistente?


Estudos mostram que, aproximadamente de cada 3 pacientes com depressão, pelo menos 1 será resistente ao tratamento.


Um recente e amplo estudo analisou as características da depressão na América Latina e mostrou que, no Brasil, em torno de 40% dos pacientes que tratam o transtorno depressivo não vão melhorar com o primeiro ou segundo tratamento.



Quais os riscos da Depressão Resistente?


Quanto mais tempo o indivíduo sofre de depressão, maiores costumam ser os prejuízos.


Pacientes nessa condição apresentam maior grau de incapacitação, têm um risco de internação três vezes maior, risco aumentado de suicídio e de comorbidades como uso de drogas e outras condições como obesidade e doença cardiovascular.



Por que essa depressão resiste?


Por que alguns pacientes melhoram com os antidepressivos tradicionais e outros não?


A resposta pode estar na neurobiologia da doença: as causas da depressão ainda não são completamente compreendidas – e pode ser o motivo pelo qual os antidepressivos não funcionam para todos.


A teoria mais popular é de que ela é causada por níveis cerebrais baixos de alguns neurotransmissores, como serotonina e norepinefrina, que são associados com os sentimentos de felicidade e bem-estar. É nessa teoria que dezenas de antidepressivos atualmente disponíveis se baseiam, mas nem todos os pacientes melhoram, ou seja, outros mecanismos da doença podem estar envolvidos.


Cetamina e Escetamina


Nesse sentido, outras medicações procuram atuar em outros sistemas da neurobiologia da depressão para trazer o alívio ao indivíduo que possui Depressão Resistente ao Tratamento.


A Cetamina, usada amplamente ao longo dos anos de modo off label, e mais recentemente a Escetamina (aprovada no Brasil há poucas semanas) têm mecanismo de ação distinto dos demais antidepressivos. Elas apresentam melhora rápida dos sintomas da Depressão, tendo indicação para uso nos casos de Depressão Resistente ao Tratamento, além de ideação suicida grave.


Converse com seu psiquiatra sobre essas opções. A depressão precisa ser vista com seriedade e ter como objetivo a melhoria completa dos sintomas.

Procure um especialista, cuide de sua saúde!


Kelen Cancellier Cechinel Recco

Médica Psiquiatra

CRM-SC 13.394 | RQE 10.277

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