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  • Dr. Roberto Alves de Oliveira

Estimulação Cerebral Profunda (ECP) para tratar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é caracterizado pela presença crônica de pensamentos, imagens e impulsos intrusivos recorrentes, que costumam causar ansiedade e/ou ações comportamentais ou mentais de repetição. Por vezes, o TOC pode levar à incapacidade, estando entre as dez causas desta condição atualmente.



Os principais tratamentos incluem Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e inibidores de recaptação de serotonina. Entretanto, 10% dos pacientes obtêm resposta insatisfatória com este tipo de abordagem. A estimulação cerebral profunda (ECP) é uma terapia eficaz para esses indivíduos com resistência ao tratamento.


É indicada a pacientes com transtorno primário, sendo fator excludente a presença de outras doenças mentais associadas, exceto depressão e ideação suicida, quadro grave que cause incapacidade, mensurada pela Escala Obsessivo-Compulsiva de Yale-Brown (Y-BOCS) e refratário aos tratamentos farmacológicos em dosagens e tempo de tratamento suficientes e adequados, bem como TCC.


Pacientes com menos de 18 anos de idade, com Quociente de Inteligência (QI) menor que 80, gestantes, portadores de dispositivos de estimulação elétrica, ou com comorbidades que causem complicações durante a cirurgia, possuem contraindicação para a ECP.


Hipoteticamente, o ECP é capaz de alterar a hiperatividade patológica existente no TOC da rede que liga partes do lobo frontal cerebral, gânglios da base e o tálamo, inibindo-a ou substituindo-a, normalizando a atividade de toda a região após o tratamento.


Quando comparadas, não há área-alvo que tenha melhores resultados. A estimulação deve ser ajustada até que se tenha obtido uma resposta clínica significativa, com mínimos efeitos colaterais, o que pode levar de três a 12 meses.

A ECP é eficaz na melhoria dos sintomas, diminuindo o escore de Y-BOCS. É também significativo sobre a qualidade de vida dos pacientes, mensurada pela versão reduzida da escala de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde. Em pacientes com TOC e depressão, há também melhoria no humor após o procedimento, particularmente quando há estimulação da região do corpo estriado ventral.


Os efeitos adversos da execução da ECP estão relacionados a complicações cirúrgicas, funcionamento e migração do dispositivo. Outra questão, direcionada ao tratamento para o TOC, é a retirada abrupta do tratamento que pode resultar em efeito rebote sobre os sintomas de obsessão e compulsão, mas a reversão é possível com a volta da ECP.


O efeito colateral mais importante é a hipomania transitória, que ocorre em mais de 65% dos casos, especialmente quando a estimulação acontece na região do corpo estriado ventral.


Buscar conhecer mais sobre o TOC pode mudar o rumo de muitas vidas. Informe-se e converse com seu médico.

Roberto Alves

Médico Psiquiatra

CRM-SC 19.746 | RQE 17.272

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