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  • Dr. Rafael Arceno

Psicoterapia ou medicamentos?

Saiba por que a psicoterapia e os medicamentos psiquiátricos são fortes aliados no tratamento da grande maioria dos transtornos mentais.



Os transtornos mentais, independentemente do nível de gravidade, de alguma forma estão associados a prejuízos na vida dos indivíduos, sejam eles funcionais, cognitivos, sociais ou ambos. A psicoterapia é um tratamento fundamentado a partir dos aspectos psicológicos e um dos meios mais importantes para reverter tais consequências.


O tipo de abordagem na psicoterapia mais estudado para a ansiedade, por exemplo, é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que busca a reconhecer e modificar os pensamentos que provocam os quadros ansiosos e seus padrões de resposta.


Outro caso é a Psicoterapia Psicodinâmica, que possui outro tipo de intervenção: ela busca modificar a situação atual do indivíduo entendendo como eventos prévios o influenciaram.


O papel da Psicologia, então, varia de acordo com o diagnóstico do paciente e a necessidade dele, podendo ser para reduzir sintomas dos transtornos mentais, para mudar pensamentos ou comportamentos, dar suporte em momentos de crise, auxiliar na adesão aos fármacos, dentre tantos outros.


Assim, a psicoterapia pode ser indicada na grande parte dos casos, seja como terapia única, como adjuvante no tratamento ou até mesmo como fator protetor para desenvolvimento ou piora de um transtorno mental. A resposta à psicoterapia, quando baseada em evidências, também depende de diversos fatores, como a gravidade do transtorno, a complexidade e a apresentação dele.


No Transtorno de Estresse Pós-Traumático, por exemplo, a psicoterapia é considerada primeira linha. Porém, como qualquer outro transtorno, parte dos pacientes alcançam remissão completa dos sintomas, outro grupo experimenta redução deles, mas com significativa melhoria da qualidade de vida. No entanto, outros grupos de pacientes não respondem bem e, assim, precisam de uma nova avaliação e outra forma de abordagem, seja associando outro tratamento, mudando o tipo de psicoterapia ou aumentando a frequência delas.


Todo o processo é individualizado. Por isso, busque atendimento com um profissional qualificado, para que haja avaliação e a indicação do melhor para seu quadro. E não interrompa seu tratamento medicamentoso recomendado pelo médico.


Referências




Rafael Arceno

Médico Psiquiatra

Diretor Técnico Médico da unidade InJQ de Turvo (SC)

CRM-SC 18.994 | RQE 14.708


Colaboração: Maria Eduarda Mendes Botelho

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