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  • Dr. Roberto Alves de Oliveira

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Crianças e adultos podem sofrer do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) caso não sejam diagnosticados e tratados adequadamente.



O desempenho escolar das crianças e como se comportam e se relacionam com outras pessoas são fatores que costumam tomar a atenção dos responsáveis. Quando elas parecem mais desatentas, com dificuldades no aprendizado, inquietas e indisciplinadas, muitos buscam avaliação profissional para entender o motivo. Algumas acabam sendo diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), um dos transtornos neuropsiquiátricos mais comuns da infância e da adolescência.


Origem e causa do TDAH


A origem do TDAH está relacionada principalmente à hereditariedade, com vários genes já identificados e relacionados ao transtorno.


No cérebro dos pacientes, há hipoatividade (pouca ação) da dopamina e norepinefrina, neurotransmissores que influenciam a atenção e na capacidade de execução de tarefas, na região frontal do órgão.


Isso resulta em alterações negativas na capacidade de autocontrole, organização, concentração e memória. Na vida adulta, os sintomas não são tão característicos como nas crianças, com diferentes formas de expressão e também de gravidade.


TDAH em adultos e crianças


O TDAH acomete aproximadamente 5% das crianças, dos quais metade desenvolve meios de controlá-lo, atingindo certa remissão.


A outra parte (geralmente a que possui maior gravidade do transtorno e com pais também diagnosticados com TDAH) segue com os sintomas, que impactam nos estudos, no trabalho e nas relações interpessoais.


Principais sintomas do TDAH


Os casos mais evidentes são relacionados à desatenção, como:

  • procrastinação

  • dificuldade de organizar atividades

  • tomar decisões

  • falta de foco

  • frequente repetição de erros

  • muitos esquecimentos

  • descuidos com datas e horários importantes.


Outras consequências


A HIPERATIVIDADE pode ser observada na inquietação, ansiedade e tédio diante de tarefas e rotinas não estimulantes, desistência de cursos, interrupção de fala, dificuldade de expressar pensamentos e de executar ideias.


A IMPULSIVIDADE, por vezes considerada a que mais traz prejuízo, é vista na instabilidade de relacionamentos (mais separações e brigas), frequente saída de empregos (estudos sugerem que pessoas com TDAH tinham níveis mais altos de desemprego que a população geral), reações exageradas diante de frustrações e violações às leis (maior risco de acidentes de trânsito, criminalidade e abuso de substâncias).


Diagnosticando o TDAH


O diagnóstico do TDAH acontece pela existência da associação de diferentes sintomas sem que sejam decorrentes de outros transtornos mentais, como ansiedade, bipolaridade e depressão.


Além disso, é comum que haja outra comorbidade psiquiátrica nesses pacientes, que tende a intensificar com a idade. Por isso, a avaliação criteriosa de um médico especialista é indispensável.


Tratamento adequado


A identificação do transtorno correto possibilita o tratamento precoce e adequado. As terapias indicadas são individuais, baseadas na gravidade do caso, na tolerância do paciente e suas comorbidades.


As estratégias usadas são os psicofármacos (medicamentos), estimulantes ou não, além de psicoterapia e mudanças de hábitos, como a prática de atividades físicas e o uso de ferramentas que auxiliem na organização.


Buscar conhecer mais sobre o TDAH pode mudar o rumo de muitas vidas. Informe-se e converse com seu médico.



Roberto Alves

Médico Psiquiatra

CRM-SC 19.746 | RQE 17.272


Colaboração: Maria Eduarda Mendes Botelho

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