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A abordagem do comportamento suicida


O suicídio é uma grande questão de saúde pública em todos os países. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2012, cerca de oitocentas e quatro mil pessoas morreram por suicídio em todo o mundo. A OMS preconiza que é possível prevenir o suicídio, desde que, entre outras medidas, os profissionais de saúde de todos os níveis de atenção, estejam aptos a reconhecerem os fatores de risco presentes, para determinarem medidas para reduzir tal risco e evitar o suicídio.

Os dois principais fatores de risco são tentativa prévia de suicídio e doença mental. Após o reconhecimento, a avaliação e o estabelecimento do nível do risco em baixo, médio e alto, condutas adequadas deverão ser tomadas. Em caso de risco iminente de suicídio, deve-se zelar pela segurança do paciente evitando que ele tenha acesso a meios letais. Em casos mais graves recomenda-se a vigilância do paciente, que deve ficar na presença de uma pessoa de forma permanente. Alguns casos, como estado mental crítico e família ou rede de apoio com dificuldade de prover suporte, requerem uma internação psiquiátrica para melhor condução da crise suicida. Durante a crise, os pacientes apresentam-se extremamente fragilizados e deprimidos, e o apoio psicológico é fundamental. O objetivo da psicoterapia na crise é reduzir a perturbação mental, reforçando mecanismos de defesa adaptativos, adotando medidas que visem o alívio de sintomas e condutas impulsivas e aumentando a autoestima do paciente. O uso de medicamentos pelos pacientes é indicado para diminuir a ansiedade, a impulsividade e a insônia frequentemente presentes nestes casos. Os familiares do paciente, diante da crise suicida, apresentam diversos sentimentos e reações, geralmente de natureza contraditória como preocupação, raiva, medo, banalização, acusação, frustração, irritação, cansaço e hostilidade.

O esclarecimento e o apoio do profissional são importantes na normalização e reorganização dos sentimentos expressados, com o intuito de encontrarem a melhor solução possível para a situação. Após a estabilização do paciente, o seu plano terapêutico deve consistir na avaliação psiquiátrica para diagnóstico e tratamento de possíveis transtornos mentais e no estímulo e encaminhamento para a psicoterapia para uma abordagem, também, a comportamentos disfuncionais e desenvolvimento de maior resiliência diante dos estressores ambientais.

Você pode encontrar ajuda na rede pública nos Postos de Saúde, Serviços de Urgência, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e no Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo fone 144. Ou procurar ajuda na rede particular com profissional especializado.

Dra. Simone Lespinasse Araujo

CRM/SC 23292

Especialista em Psiquiatria - RQE 14086

Especialista em Clínica Médica - RQE 14087

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