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Estudo comprova: convulsões febris relacionadas à vacinação não causam sequelas neurológicas


Crise febril é um evento próprio da infância que geralmente ocorre entre 3 meses e 5 anos de idade caracterizada por uma crise epiléptica quando há febre precedendo ou sucedendo a crise dentro de 24 horas.

Sabe-se que as imunizações representam a segunda causa identificável de crises febris na infância. Tal fato desperta a desconfiança dos pais com relação às vacinas, fazendo com que muitos tenham receio em seguir o calendário vacinal.

Entretanto, surgiu recentemente uma notícia que vem a tranquilizar os pais com relação a essa situação. De acordo com a pesquisadora Lucy Deng, em palestra proferida na reunião anual da Sociedade Europeia de Infectologia Pediátrica, crianças que apresentam crises convulsivas febris relacionadas a vacinas têm um desenvolvimento neuropsicomotor exatamente igual quando comparadas a crianças que nunca tiveram crises.

Para chegar a essa conclusão, foram avaliadas mais de mil crianças, provenientes de cinco grandes hospitais pediátricos da Austrália, que tiveram crises febris. Verificou-se que naquelas que apresentaram crises relacionadas à vacina, esses episódios eram de curta duração, não necessitaram de tratamento com medicação antiepiléptica e o desenvolvimento neurológico delas era normal aos dois anos de idade.

Dessa forma, o estudo permite afirmar que, mesmo que ocorra crise febril, os pais podem, seguramente, manter o calendário vacinal. Para todas as dúvidas ou casos particulares, diferentes dos descritos, um neuropediatra sempre estará à disposição para ajudar!

Dr. Jaime Lin CRM/SC 11401 Especialista em Pediatria – RQE 8287 Especialista em Neurologia Pediátrica – RQE 8330

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