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  • Dr.ª Ritele Hernandez da Silva

Teste farmacogenético como alternativa


O Transtorno Depressivo Resistente ao Tratamento (TDR), caracterizado pela falha de pelo menos dois antidepressivos em tempo e dose adequados, tem configurado um desafio aos pacientes, familiares e profissionais que trabalham com saúde mental. Várias pesquisas tem buscado o entendimento da fisiopatologia do transtorno, ou seja, como ele se estabelece no organismo, bem como a busca de novas alternativas de tratamento, algumas com resultados promissores.

Uma possibilidade é o uso de testes farmacogenéticos, que avaliam as caraterísticas genéticas de cada indivíduo e as relacionam com as medicações disponíveis para testagem, identificando quais delas apresentam um perfil mais favorável, com maior possibilidade de resposta, bem como quais medicações podem desencadear efeitos colaterais importantes ou resultados inadequados. Além de indicar alterações em genes que parecem contribuir para sintomas depressivos. Dessa forma o teste pode auxiliar na melhor condução do tratamento.

Um estudo publicado nos primeiros dias de 2019, no Journal of Psychiatric Research, apresentou os resultados do uso de testes farmacogenéticos, em busca da identificação do tratamento mais adequado aos pacientes portadores de TDR. Nele foram avaliados 1.167 pacientes diagnosticados com Transtorno Depressivo Maior (TDM) e com resposta inadequada a pelo menos um tratamento proposto. Após oito semanas foram avaliados os desfechos de resposta e remissão, com base na escala de Hamilton, que avalia sintomas depressivos. O grupo que teve seu esquema medicamentoso orientado pelo resultado dos testes farmacogenéticos, apresentou significativa melhora nas taxas de resposta (30%) e remissão dos sintomas depressivos (50%) em relação ao grupo que manteve o tratamento padrão. Além disso, os resultados foram persistentes após 24 semanas.

O estudo indica que os testes famacogenéticos podem auxiliar na decisão sobre a melhor medicação a ser indicada para os pacientes que apresentam resposta inadequada aos tratamentos propostos previamente, configurando uma alternativa diferenciada na busca da melhora da qualidade de vida desses indivíduos.

Dra. Ritele Hernandez da Silva Psiquiatra CREMESC: 11444 RQE:11334

Fonte: Greden, J.F. et al. Impact of pharmacogenomics on clinical outcomes in major depressive disorder in the GUIDED trial: A large, patient- and rater-blinded, randomized, controlled study.

https://doi.org/10.1016/j.jpsychires.2019.01.003

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