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  • Dr.ª Eula Carla Sousa

Fibromialgia


A síndrome da fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura.

Junto à dor, a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada) e outros sintomas como alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais.

A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre os 30 e 60 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes.

O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não são necessários exames para comprovar que ela esteja presente. O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor difusa pelo corpo.

Habitualmente, o paciente tem dificuldade de definir quando começou a dor, se ela começou de maneira localizada que depois se generalizou ou que já começou no corpo todo. O paciente sente mais dor no final do dia, mas pode haver também pela manhã. A dor é sentida “nos ossos” ou “na carne” ou ao redor das articulações.

A alteração do sono na fibromialgia é frequente, afetando quase 95% dos pacientes. A fadiga (cansaço) é outro sintoma comum. Os pacientes apresentam baixa tolerância ao exercício, o que é um grande problema, já que a atividade física é um dos grandes tratamentos da fibromialgia.

A depressão está presente em 50% dos pacientes com fibromialgia. Não existe ainda uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas já temos algumas pistas do porquê de as pessoas terem esta síndrome.

Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia. Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um “termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos, medula e cérebro fazem com que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.

Toda dor é um alarme de incêndio no corpo – ela indica onde devemos ir para apagar o incêndio. Na fibromialgia é diferente – não há fogo nenhum, esse alarme dispara sem necessidade e precisa ser novamente “regulado”.

Hoje existem muitos tratamentos possíveis e a abordagem multidisciplinar se torna essencial.

Drª. Eula Carla Sousa

Médica - CRMRS 40.518 Neurologista – RQE: 34.974 eula.sousa@injq.com.br

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